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Coringa e A Piada Mortal | Breves Reviews

Estou estreando uma série de Breves Reviews de gibis... Porque fazer reviews enormes e chatos ninguém mais quer, né? Começando hoje, vou comentar sobre dois gibis do Coringa, um pelo Brian Azzarello e outro pelo Alan Moore. Coringa de Azzarello e Bermejo é um quadrinho bem subestimado. Talvez porque venha com a chamada pouco atraente "do premiado autor de Superman: Pelo Amanhã", mesmo Azzarello tendo feito muita coisa indiscutivelmente melhor que a citada HQ do Homem de Aço e, principalmente, porque quando Coringa foi lançado, Brian e Lee já haviam trabalhado juntos em algo inegavelmente melhor: Lex Luthor - Homem de Aço. Enfim, A história ironicamente não é focada no Coringa propriamente dito, mas sim em Jonny Frost, um capanga que resolve se envolver na gangue do palhaço. Em uma visão tão única quanto em Lex Luthor - Homem de Aço, Azzarello nos coloca na visão de alguém bem diferente do normal pra nos mostrar uma figura bem conhecida e é através de Jonny que ...

Top 3 Gibis De 2016 - Alternativos

Eu fiz uma lista dos três melhores quadrinhos que li em 2016 só que era focada apenas em super heróis. Agora eu vim aqui comentar sobre mais três, sendo que dessa vez eles são mais alternativos, de autores independentes ou com temas atípicos. Mônica – Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi  A dupla produziu duas MSP da Turma da Mônica, sendo uma chamada “Laços” e outra “Lições”. O resultado alcançado aqui em ambas histórias é simplesmente surpreendente. Histórias nostálgicas ao mesmo tempo infantis e maduras. A arte é absurdamente linda e comunicativa e a narrativa é tão gostosa que a leitura chega a ser rápida. Enquanto Laços explora a infância de maneira gentil e terna, Lições nos coloca em uma situação melancólica cujo final é corajoso. Absolutamente magnífico. Pílulas Azuis – Frederik Peeters Comovente ao extremo. Frederik nos conta sua história de como conheceu o amor da sua vida e como isso foi difícil após descobrir que ela (e o pequeno filho) têm o vírus HIV. Um tipo de l...

Top 3 Gibis de 2016 - Super Heróis

O ano de 2016 passou e nada mais manjado que fazer uma retrospectiva das melhores coisas que li, não é? Então se prepare para um rápido post mostrando meu Top 3 de melhores gibis de super heróis que li nesse ano que passou e se ligue, pois em breve eu farei o mesmo, porém para quadrinhos alternativos. Mulher Maravilha dos Novos 52 – Brian Azzarello e Cliff Chiang Brilhante! Fantástico…. Maravilha! O que Brian fez com a mitologia da nossa heróina foi incrível. A maneira de contar a história também foi simplesmente dinâmica, evitando o clichê dos cinemas de contar certinho do começo. Azarrello já nos coloca na ação e aos poucos, conforme a trama vai desenrolando, ele nos apresenta a nova história da amazona mais importante da DC Comics. Se existe alguma coisa que você não pode deixar passar dos Novos 52, certamente é esse gibi. Superior – Mark Millar e Leinil Yu Esse ano que passou houve a publicação, também do Millar, de Legado de Júpiter que foi fantástico, contudo eu colo...

Amazon | Vida de Colecionador Iniciante

A essa altura você já deve ter percebido que os principais canais que falam sobre quadrinhos estão rasgando mais seda pra Amazon do que a galera de esquema de pirâmide fala bem da Hinode. A Amazon parece ter finalmente entrado com o pé na porta do mercado brasileiro de livros e quadrinhos e com a motivação de um homem-bomba quando ouve sobre as 72 virgens. Ela chegou dando um tapa na cara da concorrência, colocando preços tão baixos que apenas a FNAC tá conseguindo rivalizar (e a Saraiva quando coloca os descontos progressivos, que dão um gás nas compras e ainda deixam os cabelos lindos). As livrarias físicas estão perdendo muito nessa guerra online, principalmente porque além do preço esmagador que daria inveja ao Hulk, livros e quadrinhos são coisas que você pode comprar online sem medo de ser feliz. Domingo passado fui na Livraria Leitura do meu bairro e vi a edição encadernada de A Morte do Superman Volume 1. Por curiosidade resolvi ver o preço que a loja estava cobrando ...

DC Quer Acertar O Tom do Superman | Cinema

Talvez eu seja suspeito pra escrever esse texto, pois eu claramente acho que a Warner acertou o tom do nosso ex-usador de cueca por cima da calça em Homem de Aço e Batman v Superman, no entanto eu vou comentar aqui porque a DC vai ter MUITAS dificuldades em acertar a vibe dos próximos filmes do Escoteirão. Fazem algumas décadas que a editora tenta acertar o tom do Superman nos quadrinhos. Quase sempre, sem sucesso. Revista após revista, você vê o Super sendo reformulado, mudando de poderes,  comportamento, sendo alvo de jogadas publicitárias pra vender alguma coisa (eu tô falando de você, Morte do Superman), então acertar as histórias do Azulão não é algo fácil. Imagina-se que acertar isso no cinema também seja complicado (quase tão complicado quanto comprar a quantidade de quadrinhos que saem em bancas todo mês), mas condenar os filmes anteriores como "isso não é o Superman de verdade" é bem idiota, não acha? Fazer filmes do último filho de Kripton* é dificílim...

Punho de Ferro é Branco? | Série de TV

Parem as prensas! Polêmica global! Personagem branco nos quadrinhos vai ser... Branco na série de TV...?! Navegando na super rodovia da intriga (mais conhecida como "internet") eu me deparei com um debate que me consumiu um certo tempo e esforço para entender. Embora eu possa atribuir isso à minha gigantesca burrice, dessa vez houve uma falta de lógica no que foi a polêmica aqui, pois aparentemente tem um pessoal revoltado porque para o papel de Daniel Rand (o Punho de Ferro) na série de TV da Netflix foi escalado um ator branco (Finn Jones, no caso). Só que até aí eu não vi nenhum problema, pois nos quadrinhos o personagem é caucasiano, então nada mais lógico que colocar um também na TV, certo? Só que essa minha linha de raciocínio não parece agradar essa turminha. Muito se discutiu entre o movimento de justiça social sobre a ideia de que Rand é uma apropriação da cultura asiática e mais um exemplo maquiavélico do embranquecimento dos protagonistas, porém se você...

Luke Cage - Netflix | Série de TV

Eu começo essa resenha já dizendo que a se a série teve algum mérito é que me viciou em uma música que deve ser a parada mais foda que já ouvi nos últimos anos, então pode acreditar que estou escrevendo esse texto ouvindo repetidamente essa canção. Luke Cage, incrivelmente era a única transposição de quadrinhos para tela que eu esperava alguma fidelidade aos gibis, não em enredo, mas sim em atmosfera. As histórias do Powerman tinham uma cultura negra muito forte, daquelas que gente aqui no Brasil não entende muito, porém nos EUA é tão poderosa que se vê uma clara distinção entre "programas de branco" e "programas de negros", sendo assim nesse ponto a nova série do Netflix me decepcionou. A cultura negra no show é bem marginalizada (ba dum tss), sendo incorporada apenas nas apresentações musicais em Harlem's Paradise ou quando um personagem cita que deve proteger "os negros de Harlem". Simplesmente assim! Do nada, pois não é apresentado nen...