Vou ser direto aqui: Você PRECISA ler Gavião Arqueiro!
Esses encadernados são incríveis. Ponto! Não discorde comigo, bróder. Só existe uma maneira de você não aceitar minha constatação e isso significa que você ainda não os leu. Com o lançamento de Pequenos Acertos, resolvi escrever esse texto pra te convencer a ler essa história. Eu vou tentar te dar alguns motivos aqui, porém talvez eu não consiga descrever a beleza e diversão que é essa série.

- Matt Fraction
Sendo honesto, eu não conhecia o Fraction. Nunca li nada desse roteirista, então ele assinar a fase do Gavião não era um ponto atrativo. Eu comprei o encadernado na melhor mescla de "estou na banca e achei que isso poderia ser interessante" somado com "não tem nada legal pra levar, vou levar essa bosta mesmo". No entanto, meu irmão, eu vou te contar que esse cara virou uma lenda imediata pra mim. O Matt me conquistou logo na primeira página quando ele descreve "Tá legal... Isso parece ruim". Juro! Uma narrativa divertida, leve, espontânea, indie... Algo totalmente diferente do que você vê em quadrinhos de super heróis. Aliais, você até esquece que tá lendo um quadrinho de supers e isso é um ponto bem positivo pra esse herói.

- David Aja
Bróder, esse cara é animal! Ele é um monstro nos desenhos. Se os textos do Fraction são indie, Aja é o diretor desse filme em forma de quadrinhos. Os desenhos são soberbos e te colocam num filme independente em que alterna entre cenas intimistas com ação dinâmica. Vale lembrar também que aqui, ele foge a convenção de usar poucos quadros por página, algo bem comum em quadrinhos de super heróis que utilizam em geral entre 4 a 6 painéis. Você vê que o David se divertiu nesse gibi, pois em muitos momentos ele lota de quadros a folha sem economizar esforço (tudo bem que isso deve ser definição do Matt como roteirista, mas mesmo assim eu coloco o mérito pro desenhista). A única reclamação é que o Aja não desenha tudo nos dois encadernados. Eles alternam entre outros ilustradores e isso me broxou um tico.

- História
E se essa série é tão boa, o que ela apresenta? Que tipo de enredo tão fantástico pode existir para um herói sub valorizado num universo que tem Thor, Homem Aranha e os X-Men? Pois é, a grande sacada do Matt aqui é exatamente não meter o Clint Barton em algo de escala super heroica. Ele te conta exatamente a história desse herói subestimado. O dia-a-dia dele; os problemas que ele tem; o fato dele não ser um super de alto escalão; as encrencas em que ele se mete e os Vingadores não vão interferir porque eles têm problemas maiores pra se preocupar. O tempo todo você vê alguma situação zoando o Clint não ser O HERÓI, como o vizinho que insiste em chamar ele de Gavião Armeiro. Isso é o espetacular da história, te mostrar algo sem grandes pretensões. Algo simples, fantástico e humano.
Isso tudo faz dessa fase do Matt Fraction uma das melhores coisas que eu li na ultima década relacionada a super heróis. Eu vou até ser mais ousado e dizer que foi a melhor coisa relacionada ao gênero nesses anos.

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